Lugar agradece ao Goethe-Institut, à Casa Stefan Zweig e convida Jennifer Teege para uma conversa sobre sua escrita e sobre o livro “AMON – Meu Avô Teria Me Executado”.

Filha de mãe alemã e pai nigeriano, foi adotada aos 7 anos. O acaso coloca em suas mãos, na Biblioteca de Hamburgo, um livro de capa vermelha. Ali, reconhece o nome de sua mãe biológica, Monika Göth, filha de Amon Göth — “um criminoso nazista; a avó, sua cúmplice; a mãe, criada no silêncio opressivo do pós-guerra. Esta é sua família. São as raízes que sempre buscou”. “Acreditava saber tudo sobre o holocausto… Quase aos 40 anos volto à estaca zero.”

“De repente fico insegura: sou mesmo tão diferente? Toda essa história ficou para trás? O que significa para mim essa história antiga e muito recente? Durante as minhas excursões ao mundo do meu avô, parece-me com frequência que os seus crimes aconteceram no dia anterior. O que herdei dele?”

“Não sei mais a quem pertenço: à minha família adotiva ou à família Göth? Não tenho escolha, sou uma Göth.”

“A cena me assusta, pois mostra de forma clara o inimaginável: não existem limites nem inibições no campo de concentração; a razão e a humanidade são abolidas.”

Quarta-feira, dia 15 de outubro de 2025 às 20h30

No espaço da casa e transmissão via Zoom com tradução consecutiva:
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