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Encontro Anual do Núcleo de Investigação Clínica Han$
O inconsciente é um dos conceitos fundamentais da psicanálise. Freud, ao subverter o saber vigente, inaugura um outro discurso, dá um novo estatuto ao sujeito. Faz um corte com a ideia desenvolvimentista e evolutiva, e traz, desse modo, para o centro da questão, o sujeito do inconsciente.
O inconsciente freudiano funda-se sob a operação do recalque originário, o sujeito se constitui dividido pela barra significante, campo da linguagem. “O inconsciente é a soma dos efeitos da palavra sobre um sujeito, nesse nível em que o sujeito se constitui pelos efeitos do significante.”
Há uma especificidade do saber inconsciente na constituição do sujeito. Numa estrutura temporal, não cronológica, o impulso ao saber é causado pelo acontecimento do encontro com o enigma da sexualidade. Com um saber não-sabido, a realidade do inconsciente, por ser constituída pela realidade sexual, é marcada pela dimensão do impossível da não-relação. As teorias sexuais infantis são as construções a partir da confrontação com o real do sexo.
No contexto da psicanálise com crianças, através da palavra e do brincar, o dispositivo analítico, pela via da transferência, pode abordar o sujeito em seu sofrimento psíquico e tornar possível a emergência de novos significantes e mudanças subjetivas.
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