Consentir la apetencia amorosa de la paciente es entonces tan funesto para el análisis como sofocarla. El camino del analista es diverso, uno para el cual la vida real no ofrece modelos. Freud. “Puntualizaciones sobre el amor de trasferencia”.
…a presença do analista é ela própria uma manifestação do inconsciente…
Lacan. “Fundamentos da psicanálise.15.04.64”.(…) o ininterpretável na análise é a presença do analista. É por isso que interpretá-la, como já se viu, como foi até impresso, é, propriamente, abrir a porta, convidar para esse lugar de acting out.
Lacan, De um Outro ao outro, 04.06.1969
O inconsciente é a razão de existência da psicanálise, o que de melhor foi inventado para tratar do mal-estar na cultura. Aproximar-se ao inconsciente não se faz senão pela via das suas formações. Os sonhos, sintomas, atos falhos e chistes são seus índices, posto que inalcançável devido ao recalque originário que o funda. O limite a essa aproximação é mostrado pelo umbigo do sonho, nome freudiano do Real.
O inconsciente estruturado como se fosse uma linguagem, enquanto discurso do Outro, suas dimensões imaginária, simbólica e real e sua localização na escrita do nó borromeu são pontos que nos levam a interrogar sobre a continuidade e/ou ruptura entre o inconsciente freudiano e o avanço de Lacan.
A convicção do inconsciente advém da experiência analítica. A transferência, que Freud destacou em seus artigos sobre a “técnica”, é condição necessária, mas não sufi ciente para acontecer uma análise. Lacan ao escrever com letras o discurso analítico, formalizou a presença do analista no dispositivo da análise, algo para o qual a “vida real não oferece modelos”. Entre esses pontos tentaremos esboçar a trama do nosso percurso. A convicção do inconsciente advém da própria experiência analítica, o fundamento na formação de um analista e orientação desse percurso.
Francisco José Bezerra Santos
Fortaleza/CE – Terças-feiras às 20h (semanal)
